Faculdade e diploma ainda importam para conseguir emprego?
O caso do influenciador Toguro na Cimed reacende o debate sobre oportunidades para quem tem diploma e para quem constrói carreira nas redes sociais
Olá, leitores do Nerdstacker! Hoje eu estava pensando em como é difícil ser universitário no Brasil. As faculdades entram em greve, o ensino nem sempre é dos melhores e você fica com a impressão de que, no final, seu diploma pode acabar não valendo nada quando se formar. Mas mesmo com essas dificuldades, fazer faculdade é e sempre será importante. Se você conseguiu entrar na faculdade e se formar, deve ter orgulho.
Na newsletter de hoje: artigo sobre diploma ainda importa? e o meme da edição de hoje.
- EDITOR-CHEFE
ARTIGO/UNIVERSIDADE
Faculdade e diploma ainda importam para conseguir emprego?
A importância do diploma e da faculdade para conseguir emprego tem sido alvo de um debate intenso nas redes sociais e no mercado de trabalho, especialmente nos últimos anos. Numa época em que surgem vozes que questionam o valor tradicional da formação acadêmica e em que influenciadores digitais alcançam posições de destaque em grandes empresas, muitas pessoas se perguntam se estudar ainda é um requisito essencial para conquistar oportunidades ou se experiência, audiência e habilidades pessoais podem equivaler ou até superar a formação formal.
Faculdade tradicional e expectativas do mercado
Nos círculos profissionais convencionais, a faculdade sempre foi vista como um passo quase inevitável para conseguir um bom emprego. O diploma nunca foi apenas um pedaço de papel, mas um sinal de que a pessoa passou por um processo de aprendizagem estruturado e adquirido conhecimentos que facilitam a entrada no mercado de trabalho em áreas específicas. Em muitos setores, como medicina, engenharia, direito ou comunicação tradicional, a formação é uma exigência legal e técnica. Mas fora dessas áreas, especialmente no mundo digital e criativo, essa regra tem sido questionada. Diversos relatos online mostram pessoas com diploma de universidades renomadas que carregam frustrações por não conseguirem oportunidades equivalentes à formação que têm. Elas observam que existem casos de influenciadores ou criadores de conteúdo que alcançaram posições de destaque em empresas ou negócios sem ter passado por um curso formal na área. Esse tipo de discussão ganha força em fóruns e redes sociais onde profissionais comentam que ter estudado em uma “melhor faculdade” não garantiu a mesma visibilidade ou chance de emprego que alguém sem diploma obteve, especialmente quando esse alguém tem grande influência digital ou público engajado. Parte da crítica nas redes aponta que o sistema tradicional de seleção ainda privilegia currículos com nomes de universidades em vez de olhar para competências práticas e resultados concretos, o que gera um sentimento de injustiça para quem investiu tempo e dinheiro em educação formal.
O caso de Toguro na Cimed
Um exemplo claro desse fenômeno recente aconteceu com o influenciador Toguro, nome artístico de Tiago Ribeiro de Lima, um criador de conteúdo muito conhecido no universo fitness. Ele viralizou nas redes sociais com sua abordagem humorística e enérgica sobre musculação, com vídeos que alcançaram milhões de visualizações e seguidores. Recentemente foi anunciada a sua contratação como Head de Comunicação e Marketing da farmacêutica Cimed, uma das maiores empresas do setor no Brasil, num movimento que causou ampla repercussão e debate.
Reações e justificativas da empresa
A contratação de Toguro gerou reações divididas. Para muitos nas redes sociais a escolha despertou crítica e questionamento: como alguém sem formação específica na área de comunicação pode assumir um cargo de liderança numa grande empresa? Para outros, a explicação está na capacidade dele de criar narrativas que engajam audiências amplas e mobilizam comunidades, algo que hoje é extremamente valorizado por marcas que precisam se comunicar de forma mais direta e rápida com seus públicos. O presidente da Cimed defendeu a contratação afirmando que, embora valorize formação acadêmica, a empresa optou por trazer pessoas com realidades diferentes e habilidades práticas que não são ensinadas necessariamente numa sala de aula tradicional. Ele ressaltou que a experiência de contar histórias e gerar atenção nas redes sociais, algo que Toguro domina, é uma competência valiosa para o cargo.
Mudanças no mercado e novas formas de currículo
A repercussão desse caso não se restringe à contratação em si, mas alimenta um debate mais amplo sobre como o trabalho e as oportunidades estão se transformando. Muitos defendem que o mercado de trabalho começou a valorizar outras formas de “currículo”, como seguidores, engajamento, portfólio, projetos e resultados concretos em vez de apenas diplomas. Isso não significa que a formação universitária perdeu completamente importância, mas que ela é apenas um dos caminhos possíveis para construir uma carreira. Em setores mais tradicionais, o diploma ainda é muitas vezes obrigatório ou muito valorizado. Em áreas emergentes, como marketing digital, mídia social, criação de conteúdo e empreendedorismo online, as exigências podem ser diferentes, privilegiando a demonstração de resultado e a capacidade de impactar um público.
Críticas e limites do sucesso sem diploma
Por outro lado, há críticas a essa lógica que parecem dizer que apenas “viralizar” ou ter muitos seguidores sem formação não deveria ser suficiente para ocupar posições de grande responsabilidade ou estratégia dentro de empresas sérias. Profissionais com diploma e anos de estudo argumentam que educação formal confere fundamentos, princípios éticos, capacidade crítica e ferramentas técnicas que não são facilmente substituíveis apenas pela experiência informal. Alguns influenciadores que alcançam sucesso nessa lógica também reconhecem que a formação acadêmica pode complementar e fortalecer suas habilidades, e há relatos como o do próprio Toguro indicando planos de estudar formalmente marketing ou comunicação para aprofundar seus conhecimentos mesmo após assumir o novo papel na Cimed.
Transformações no mundo do trabalho
A discussão também reflete mudanças mais amplas no mundo do trabalho. A digitalização, a economia criativa e o crescimento das redes sociais criaram novas profissões que não existiam há uma década e que não necessariamente exigem diplomas tradicionais. Para muitas marcas, a capacidade de se conectar com o público e transformar essa conexão em valor comercial tem tanto peso quanto o conhecimento técnico formal. Ao mesmo tempo, nem todos que buscam caminhos alternativos conseguem as mesmas chances, e ainda há desigualdades e desafios no acesso a oportunidades no mercado.
Conclusão
Em resumo, a resposta sobre se faculdade e diploma ainda importam não é simples e nem única. Em muitos campos, a educação formal continua sendo um diferencial real, proporcionando uma base de conhecimento sólido e aumentando as chances de acesso a determinadas profissões. Mas também é verdade que o mercado está aberto a novas formas de reconhecer talento e capacidade, e casos como o de Toguro mostram que hoje experiência, criatividade e audiência podem abrir portas que antes eram reservadas principalmente a quem tinha credenciais acadêmicas tradicionais. Isso não elimina o valor da formação, mas amplia o debate sobre o que hoje é considerado “qualificação” e qual é o valor do currículo em um mundo em que as regras de Trabalho estão mudando rápido.
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HUMOR/MEME
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Esse coso demostra que muitas empresas preferem alguém sem conhecimento nehum da area só para ser "Hit". A empresa está no direito, mas acaba, em muitos caso, um tiro no pé em diversos casos.